»
S
I
D
E
B
A
R
«
No more doubts.
Feb 26th, 2010 by jan

E tudo está mudando. Tanto e tão profundamente, que agora acredito que valeu a pena apostar tão alto, contra os argumentos e opiniões alheias. Mesmo quando tudo parecia perdido eu via uma luz no fim do túnel. Eu só vejo meus sonhos se realizando, um atráz do outro, e quem me acompanha sabe que são muitos, que não existe um oficial ou melhor de 5, sou sonhadora… E como é bom realizar sonhos. Enfim, as mudanças vieram, e tudo me indica que serão profundas e para melhor. Quando se soma é sempre para o melhor. Família aumenta, companheirismo engrandece, amor constrói. E o Bowie endossa. :-)

Changes
David Bowie

I still don’t know what I was waiting for
And my time was running wild
A million dead-end streets
Every time I thought I’d got it made
It seemed the taste was not so sweet
So I turned myself to face me
But I’ve never caught a glimpse
Of how the others must see the faker
I’m much too fast to take that test

Ch-ch-ch-ch-Changes
(Turn and face the strain)
Ch-ch-Changes
Don’t want to be a richer man
Ch-ch-ch-ch-Changes
(Turn and face the strain)
Ch-ch-Changes
Just gonna have to be a different man
Time may change me
But I can’t trace time

I watch the ripples change their size
But never leave the stream
Of warm impermanence and
So the days float through my eyes
But still the days seem the same
And these children that you spit on
As they try to change their worlds
Are immune to your consultations
They’re quite aware of what they’re going through

Ch-ch-ch-ch-Changes
(Turn and face the strain)
Ch-ch-Changes
Don’t tell t hem to grow up and out of it
Ch-ch-ch-ch-Changes
(Turn and face the strain)
Ch-ch-Changes
Where’s your shame
You’ve left us up to our necks in it
Time may change me
But you can’t trace time

Strange fascination, fascinating me
Changes are taking the pace I’m going through

Ch-ch-ch-ch-Changes
(Turn and face the strain)
Ch-ch-Changes
Oh, look out you rock ‘n rollers
Ch-ch-ch-ch-Changes
(Turn and face the strain)
Ch-ch-Changes
Pretty soon you’re gonna get a little older
Time may change me
But I can’t trace time
I said that time may change me
But I can’t trace time

(Porque você não vai se livrar de mim assim tão fácil, hein?)

“supress it if you can”
Feb 22nd, 2010 by jan

A saudosa caixinha de sapato cheia de fitas k7. Eram duas na verdade. Eu ainda não tinha CD player e na galeria do rock podia escolher qual fita gravar na loja de um tiozinho doido, que ficava no segundo andar. Foi ali que conheci muitas bandas de hardcore e punk, uma delas o Bad Religion. E a letra desta música, Anxiety, era um dos meus hinozinhos favoritos. E continua sendo. Porque faz muito sentido. Eu ouvia e às vezes re-ouvia. Hoje não tenho mais essa caixinha cheia de fitas, ela foi embora, levada por uma mudança drástica. Eu tenho saudade do conteúdo das fitas. Mas meu conteúdo mudou tanto que trouxe esta mudança, assim como muitas outras. E eu pretendo continuar mudando. De mídias, de gostos, de músicas, de roupas, de conhecimentos… Mas o fator ansiedade infelizmente sempre me acompanha.

Melhor admiti-lo do que fingir que ele não existe. “Supere, se conseguir”.

Sonhos Bizarros
Feb 18th, 2010 by jan

Sonhei que tinha que voltar para a 8a. série e fazer novamente o curso de matemática e o de história. Porque infelizmente o programa dos cursos havia mudado e eu tinha que estudar tudo de novo, senão ia perder o meu diploma de pós-graduação. Eu ia à secretaria várias vezes e ficava cabulando as aulas porque eram de sexta-feira. Justo as de matemática, matéria em que eu sempre fui mal.

Emendado neste sonho, tive um outro em que eu ia no show da Madonna. Era muito bizarro. Primeiro que eu até gosto de Madonna mas nem sou tão fã assim. Segundo que o show não tinha palco, era no espaço do Conjunto Nacional, fechado para pessoas convidadas. E terceiro que durante o show, ela me chamou com mais 4 pessoas da platéia para participar da coreografia. Detalhe: a Madonna era menor do que eu! Devia ter tipo, um metro e cinquenta. E ela me puxou pela mão, deixando todos os meus amigos meio boquiabertos. Enfim, participei da coreografia, e depois fui a um outro show, mas num estádio bem grande em que não dava para chegar perto dela. E tinha uns caras muito mal educados que roubavam seu lugar quando você levantava para pegar um suco. Arrumei briga com um deles e no meio da briga eu acordei.

Valentine’s Empty Space
Feb 14th, 2010 by jan

Embora eu saiba que é uma condição temporária, está sendo meio triste passar este carnaval / dia de São Valentim, sozinha.

Fica sempre um buraco a ser preenchido. Aquele em que eu faço uma manha pra ganhar um chazinho, onde alugamos/baixamos filmes e compramos comida suficiente para ficarmos trancados dentro de casa durante todo o final de semana. Aquele cineminha especial. Aquele soninho abraçado no final da tarde. Aquele momento de xingar o vizinho que resolveu revisitar os sambas-enredo da sua juventude. Enfim, eu sou romântica, porra.

A casa está quieta, só o barulho do ventilador lá em cima. De vez em quando escuto o ronronar de uma das gatas, com olhinhos semi-cerrados me observando. Isso me conforta, mas como diria o Wando ainda “está faltando um pedaço”.

Sedução…
Feb 11th, 2010 by jan

…é um jogo.
Às vezes você perde, às vezes ganha.
Sempre queremos jogar. Mesmo quando o adversário não atende nossas expectativas romantizadas e cheias de hormônios.
Também é um jogo de poder, e de permissão.
O difícil é seduzir sempre, de formas diferentes, a mesma pessoa. Muito mais do que seduzir a esmo várias pessoas diferentes.
Talvez esse seja, de fato, o desafio de uma relação duradoura.

Feb 9th, 2010 by jan

45 graus no mínimo no meu quarto. E eu sem sono.

Fim de semana teve Neu, que foi divertido demais. Teve amigos com quem estava morrendo de saudades de sair. Teve breaquice na sexta na casa da Cris e do Fra, e acho que parei por ai, que esse negócio de cerveja não tá descendo redondo mais não. Teve dor nas pernas sábado todo, devido ao pilates assassino.

Agora estou nas dúvidas carreirísticas novamente. Incrível, quando você resolve abandonar o barco e tentar a sorte numa jangada, aparece outro barco pra te ajudar… Não era bem o que eu estava esperando. Não tenho mais vontade de voltar a ser aquela criatura work-a-holic paranóica que eu tinha me tornado. Não, mesmo. E hoje tive uma horinha de balanço geral, pensando nestas coisas… Como mudar para o meio acadêmico também é uma mudança de carreira, que envolve muito mais jogo político do que escritório, que precisa de começar praticamente do zero, etc, etc, etc. Penso no dinheiro, e penso no sossego, e penso em como tudo isso me afeta. Infelizmente uma coisa não anda paralela à outra, quem ganha bem trabalha demais e nunca está sossegado. E eu, hein? Eu estou em crise. Quero paz, amor, e comida na geladeira. E um pouco de roquenroll quando possível, já está bom. Mais do que isso é pedir pra ficar mal de novo.

Antonio Alves Vibrations
Feb 4th, 2010 by jan

Mais um dia a(?)típico em nossa cidade, em que o metrô e grandes avenidas foram dizimadas pela “chuva das 6 da tarde”, e eu tentei voltar para casa e não consegui. O que me diverte nestes dias em que tenho que pegar táxi pra chegar aqui em Coney Island são as conversas com os taxistas.

Acho engraçado quando conto que sou professora, e eles me olham com aquela cara de “oh, que pessoa respeitável…” e aí começam a contar a vida toda deles. Até chegar na minha casa sempre dá tempo de contar uma vida inteira, mesmo…

Hoje o Sr. Francisco, simpatissíssimo, além de fazer um caminho com atalho da Praça da Sé até a Radial Leste, ainda me falou que tem 2 filhos formados, que já trabalhou como projetista de máquinas industriais, que já teve um sítio em Sumaré, que a esposa tem uma lojinha de roupas não sei aonde, e nos intervalos escutávamos a rádio Sulamérica, dizendo tudo o que estava acontecendo em todos os caminhos.

No dia do apagão, consegui pegar o táxi com o Carlos, ele era novo e ficou todo “se engraçando” pro meu lado até eu dizer que tinha namorado e tal. Depois desse corte, ele foi perguntando coisas sobre a minha carreira, por que eu escolhi ser designer e o que eu fazia (aliás, oh profissão difícil de explicar!). Quando chegou aqui em casa ainda elogiou minha família e disse que eram todos muito simpáticos. Deixou cartão e tudo.

E teve também o Sr. Jeferson, que me contou a história de como ele perdeu o grande amor da sua vida, por que ficava “na gandaia”, nas escolas de samba e nos bailes por aí. Depois da segunda (ou terceira?) separação dele, eles se reencontraram e ela deu um fora nele de novo, depois de 30 anos.

Enfim, no meio do caos, pelo menos ainda consigo dar umas risadas com “a vida como ela é”.

“Sugar, oh, honney honney…”
Feb 3rd, 2010 by jan

Estou há 2 semanas sem ingerir (ou ingerindo pouquíssimas doses de) açúcar. Nunca pensei que faria tanta falta.
Diz a lenda que é assim só no começo, espero que sim… Pois estou num mau humor e numa indisposição que nunca vi.
Ainda não estou sonhando com tortinhas de creme e stroopwafles (descobri como se escreve, finalmente…) mas segunda-feira comi uma tortinha de morango porque não estava aguentando mais. A sensação de fome é constante.

Depois nego diz que açúcar não vicia. (pausa para tremedeiras…)

Rehab
Feb 1st, 2010 by jan

De vez em quando a minha auto-estima cava um buraco e se esconde. Acho que isso acontece com a maioria das mulheres, mas no meu caso ela vem, como sempre, através dos sonhos, soterrada pelos medos mais bestas, fazer sua parte aplicando o sumiço.

Os homens são porcos? Seria muito simplista resolver assim. As mulheres, o que são então? A mesma coisa.
Nada muda quando a porta se abre, o que muda é ter ou não vontade de sair fazendo pesquisa de campo, ou ficar com o que se curte de verdade.

Somos todos escravos do desejo? Não creio. Ainda acredito em relacionamentos duradouros, mesmo em tempos onde você tem que ser: trabalhadora, linda, inteligente, organizada, charmosa, prática, elegante, simpática com todos os amigos (mesmo que você não goste de todos), sempre ter orgasmos, sorrir o tempo todo, cuidar da casa, criar os filhos e trazer a cerveja até o sofá. Ser mulher é Dificult 3 em nossos tempos.

E para não cair novamente naquele círculo vicioso, o que eu posso oferecer? Apenas o que eu sou.
Se isso não é o bastante, paciência, não vou mais me massacrar pela felicidade alheia. Seja de quem for.
Faço o que meu coração manda, é claro. Mas tem limite pra tudo.

E o que mais causa insegurança é ficar comparando e comparando, quando na verdade sou um registro único como muitos, mas com muitos defeitos já antes vistos. Sempre preferi a divertida imperfeição ao enfadonho de tentar ser a Barbie, quando na verdade a boneca que eu mais gostava era uma que tinha a cara pintada com a maquiagem do Kiss.

Ainda não consigo entender um mundo em que de um lado a mulher usa burka e é apedrejada na rua pelos motivos mais idiotas, enquanto do outro coloca um pedaço gigante de silicone nos dois lados do peito, apenas com a garantia de ser um naco de carne mais aproveitável entre muitos. E não se considera isso uma violência. Tudo para se encaixar, é o que dizem.

Discursos feministas à parte, às vezes eu fico de saco cheio de todo esse jogo. Desejar, ser desejável, ser desejada… Enfim. É só isso que importa? Importa mais que tudo? Eu não me encaixo e quem estiver comigo vai ter que entender. Não quer dizer que eu me sinta feia, ou que me comporte como tal me enfeiando, mas quem não sabe o que quer não pode ficar do meu lado. Porque tentar se encaixar em um padrão nunca foi meu forte.

Música de fundo
Jan 29th, 2010 by jan

Dificilmente eu comento alguma coisa sobre música no blog. Mas como 2009 foi um ano e tanto em termos de transformações, e sim, eu quero ter uma base comparativa para o final de 2010, vou imitar a Klo e fazer uma listinha do que mais rolou no meu iTunes (segundo os últimos 6 meses do Last.fm)

1º – Au Revoir Simone
Não conhecia a banda, mas ela fez companhia em toda a fase de crise mais aguda. Mesmo assim hoje traz boas lembranças.
2º – Metric
Me apaixonei. Só tenho isso a dizer.
3º – The Clash
Provavelmente entrou pro meu patamar de bandas que não envelhecem, e que são boas, e que me lembram muitas coisas boas.
4º – Saint Etienne
Na verdade tenho escutado bastante desde o ano passado… Mas esse ano também.
5º – Pixies
Baixei a discografia completa e fiquei me deleitando.
6º – Bombay Bycicle Club
Conheci pelo blog do Kid Vinil e achei a banda muito boa! Tanto o som quanto as letras. Se este ano eles tiverem discos novos, quero muito ouvir!
7º – De-Phazz
Para yoga e relaxamento.
8º – Groove Armada
Para se arrumar e fazer maquiagem pra sair. ;-)
9º – Foo Fighters
Amor eterno! Coletânea com os discos mais antigos…
10º – Kings of Convenience
Paixão antiga também, mas pra falar a verdade eu já conhecia e este ano fiquei gostando mais.
11º – Iggy Pop
Principalmente o disco novo do ano passado, achei muito bom.
12º – Stereo Total
Também para esquentar antes de sair.
13º – Yeah Yeah Yeahs
O “It’s Bliss” foi ouvido e reouvido e virado do avesso. Assim como o Ladytron, acho que a banda passou por um amadurecimento que fez muito bem.
14º – Descendents
Essa fica por conta do revival anos 90.
15º – Dead Kennedys
Essa foi mais pra matar saudade da fase punk.
16º  (e que não estava na lista do Last): John Frusciante
O “Curtains” e o “The Empyrean” viraram minha trilha oficial para momentos reflexivos. Fora que eu acho ele um cara de respeito em termos de música, faz o que quer… e fica legal. (No estilo bizarrinho que eu gosto)
17º – Michael Jackson
Em homenagem a quem me acompanha desde criança em vinil, fita k7, vhs, cd, dvd, ou mp3…

»  Substance: WordPress   »  Style: Ahren Ahimsa